terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sapatilhas de ponta

Não são todos que devem dançar na ponta! A decisão para começar o trabalho da ponta deve ser feita somente por um professor hábil e conhecedor do ballet. Os estudantes que sobem na ponta antes de estarem fisicamente preparados correm um grande risco, construindo maus hábitos que podem levar anos para serem corrigidos. Mais sério ainda é o potencial para ferimentos ou os danos permanentes à estrutura dos ossos ou dos músculos dos pés, além do grande desapontamento em vista do pouco progresso alcançado.
Para evitar estes problemas, um professor deve considerar diversos aspectos
ao selecionar os estudantes que estão prontos para começar o trabalho da ponta:
Idade - nenhum estudante deve subir nas pontas antes dos 10 anos. A pressão do peso do corpo no pé e nos dedos do pé, que estão ainda "macios" e em crescimento, pode causar a mal formação dos ossos e das junções. Muitos professores preferem esperar até que o estudante tenha mais de 11 ou 12 anos.Treinamento - o estudante deve ter tido ao menos dois a três anos de treinamento sério de ballet, e deve fazer aulas ao menos duas vezes por semana. Esta é a preparação mínima necessária para um estudante desenvolver a técnica e a força suficientes para prepará-lo para o trabalho em pontas.
Estrutura do osso - a estrutura do tornozelo e do pé do estudante é de grande importância.
O pé ideal deve ter os dedos de comprimento quase igual, o que fornece uma "plataforma quadrada" onde se apoiar. Os estudantes que têm o dedão do pé longo podem encontrar alguma dificuldade e desconforto na ponta, porque todo o peso do corpo deve ser suportado apenas nesse dedão. Apesar disso, esse tipo de pé não impede necessariamente que o bailarino dance bem e com segurança. A forma do pé mais difícil de trabalhar é quando o segundo dedo do pé é o mais longo. Se a diferença no comprimento for ligeira, determinadas modificações podem ajudar a aliviar a pressão nesse dedo do pé. Se a diferença no comprimento for grande, o professor pode desencorajar o estudante a tentar o trabalho da ponta.
A segunda consideração estrutural é o grau de flexibilidade no tornozelo e a quantidade de arco do pé. Um estudante cujos pés tenham flexibilidade insuficiente e cujo arco seja pequeno não conseguirá colocar o tornozelo em uma linha direta entre o joelho e os dedos do pé na ponta. O bailarino que não consegue ficar na ponta dessa maneira não deve iniciar tal trabalho. Porém, indo ao extremo oposto, um bailarino que tenha um tornozelo extremamente flexível e/ou um arco do pé extremamente elevado necessitará de cuidados especiais e da orientação de um professor com um olho muito atento. Este tipo de tornozelo é freqüentemente muito fraco e pode requerer seu fortalecimento antes que o trabalho das pontas seja iniciado.
Físico - o físico individual do estudante deve ser avaliado com cuidado. Ele deve ter os músculos abdominais e traseiros fortes, o que cria um alinhamento apropriado, e deve mostrar o uso consistente destes músculos dentro e fora das aulas de ballet. O tornozelo e os músculos do pé devem poder "prender" o pé inteiro no alinhamento apropriado. Deve se ter uma grande atenção para assegurar que os músculos ao redor do tornozelo estão treinados suficientemente para prendê-lo fortemente na posição correta.
Um estudante que esteja acima do peso se arrisca a danificar ou ferir seu pé pela pressão extra colocada em seus dedos. Ele deve ser incentivado a perder lentamente esse peso extra antes que comece o trabalho de pontas.Comportamento - o estudante deve ter um bom comportamento: prestar muita atenção nas aulas e
trabalhar cuidadosamente as correções dadas por seu professor.Observações - é importante que estudantes e pais compreendam que as orientações listadas acima são exigências de idade e técnica que nem sempre são seguidas por todos os professores, afinal, há diferentes critérios para se iniciar o trabalho em pontas. Apesar disso, considerar esses aspectos é sempre importante.Os estudantes se desenvolvem de diferentes maneiras, e é portanto improvável que uma classe inteira estaria pronta para tentar ao mesmo tempo o trabalho das pontas. Dessa maneira, pais e alunos, não fiquem desesperados se vocês ou seus filhos não passaram ao mesmo tempo do que seus colegas para a turma de pontas.
É tudo uma questão de tempo, basta aguardar um pouco!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012


“Quando você dança, seu objetivo não é chegar a algum lugar, mas sim aproveitar cada passo no caminho”

São inúmeras as razoes para a pratica do ballet e a principal delas é o prazer de dançar!

O ballet Clássico é a base de todas as danças, pois proporciona postura, equilíbrio, leveza e flexibilidade, desenvolve também a inteligência, a disciplina, a musicalidade e a sensibilidade.

Os praticantes ficam envolvidos com a arte, indispensável para a vida. Todos podem praticar independente de condições físicas, talento, sexo ou idade. Em apresentações durante todo o percurso, os pequeninos bailarinos demonstram responsabilidade e capacidade para vencer seus próprios limites.

O Ballet ajuda no cuidado com o corpo e a lidar com as emoções. E quando uma boa aula é ministrada, ainda consegue-se incentivar o espírito de amizade, respeito e carinho, podendo assim conclui que o Ballet faz bem ao corpo, alma e coração!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Piruetas, aiaiaia

Piruetas são uma parte muito importante do ballet. São também consideradas, por muitos, um passo de extrema dificuldade, já que vários pontos precisam ser obervados na execução da mesma. A Pirouette, como se diz no francês, pode ser executada de muitas maneiras: en dehors, en dedans, a la seconde, en attitude, en arabesque... Mas para todo giro a técnica é praticamente a mesma.
Focalizaremos a pirueta en dehors partindo de quinta posição.

Primeiro de tudo, não só para as piruetas, mas para tudo do ballet: o encaixe do quadril. Se o bailarino não estiver bem encaixado, isso irá refletir diretamente no eixo. É o que geralmente acontece quando alguém despenca de um giro.

Segundo: Capriche no demi plié. Costuma-se dizer que a quantidade de piruetas é diretamente proporcional ao tamanho do plié.

Terceiro: Impulso. Ele refletirá na tirada rápida do passé. Se a tirada for lenta, o impulso será mínimo e será até mais difícil de abrir o en dehors.

Quarto: En dehors. Quando girar, abra o máximo que puder o joelho, como se houvesse alguma força puxando-o para trás. Essa força para trás é resultará também na qualidade e quantidade do giro. Cuidado para não relaxar o pé do passé!

Quinto: Cabeça. Marque um ponto certo para girar a cabeça. Se você acompanhar o corpo com a cabeça, com certeza ficará bem mais tonta que o normal e fará um giro na sorte. Se sentindo no eixo, e com cabeça: pronto! O básico para a pirueta perfeita já está pronto.

Sexto: Os braços. Esses dois membros que possuímos são muito importantes, mas devem ser usados com cautela, pois um grande vício pode vir a se formar daí. É certo que o braço ajuda no impulso, mas o braço completo: braço , antebraço , mão. Não se pode separar a mão do resto para pegar velocidade. Isso é um vício muito comum, e que tem que ser eliminado o mais cedo possível.

Encaixe, plié, impulso, en dehors, cabeça e braços!
Pense sempre nessa frase na fração de segundos da sua prepação de piruetas para o giro propriamente dito.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um Resumo da História do BALLET CLÁSSICO NO BRASIL


O Ballet Clássico teve seu primeiro impulso significativo quando das visitas ao país de companhias internacionais de renome, como a de Diaghilev (1913 e 1917) e Ana Pavlova e seu corpo de baile (1918 e 1919). Neste período, Maria Olenewa, solista de Pavlova, permaneceu no Rio de Janeiro, pretendendo introduzir o ensino do ballet clássico em moldes avançados. Este objetivo foi alcançado efetivamente em 1927, ao ser criada uma escola de bailado sob sua direção no Teatro Municipal. Em 1930 a escola foi oficializada e surgiu o Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1937 foi contratado o coreógrafo e maître de ballet Vaslav Veltchek, outro mestre competente que haveria de consolidar definitivamente a obra de Oleneva. Porém, antes deste fato, em 1927, no Estado do Paraná, Tadeuz Morozowicz criava a primeira escola de Ballet do sul do Brasil. A Escola funcionou na Sociedade Thalia, em Curitiba.

Na década de 1930, talvez devido à ameaça e conseqüente eclosão da 2ª Guerra Mundial, houve uma migração de profissionais europeus para o Brasil, em particular para o Rio de Janeiro, maior centro cultural do país, à época. Vindos de países onde a ginástica e o ballet estavam em fase de mútuas influências, alguns destes profissionais imigrantes acompanharam o modelo de “academia” introduzido com sucesso por Naruna Corder desde 1925. Nas décadas de 1930 e 1940 as academias tanto de ballet per se, com este associado à ginástica floresceram no Rio de Janeiro, concentrando-se no bairro de Copacabana, destacando-se as de ballet clássico de Ana Baliska, russa; de Emma Vargas, húngara; e de Pierre Michailowsky e Anna Grabinsky, russos.

Estima-se que no país existam atualmente 500 escolas de dança em que o ballet é predominante, com cerca de 1.500 profissionais envolvidos, com mais de 50 mil participantes e com 50 eventos anuais relacionados à modalidade (dados de baixa confiabilidade). No âmbito da Educação Física, há no mínimo cerca de 200 IES que oferecem a disciplina de dança, porém são desconhecidos os estilos adotados pela variedade de opções em escala nacional. Por sua vez, a prática escolar atual, de acordo com os PCN, implica em admitir a dança como um meio comum, mas de difícil quantificação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pensamento


“Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Confesso que com sete anos eu nunca havia entendido isso, mas, agora compreendo com clareza. O homem se esqueceu de ver com os olhos certos, de enxergar com o interior, de se importar com o que realmente conta. As pessoas falam sem sentir, dizem que amam sem amar e se entregam sem se doar. As pessoas se esquecem, por algum motivo, que se tornam responsáveis por tudo aquilo que resolveram conquistar. Quando pequena eu imaginei um coração com olhos e perguntei a minha mãe o que era cativas. Hoje eu sei com quais olhos devo ver e as conseqüências de se cativar, por que quando eu li estava escrito
“Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer.”

Amar de verdade


É fácil dizer que ama alguém quando tudo está bem, quando o máximo que você tem que oferecer, para que tudo continue normal é atenção. Mas a verdadeira prova de amor não está em um “eu te amo”… Não está em um abraço, e nem em um beijo… A verdadeira prova de amor está quando continuamos ao lado da pessoa amada, quando tudo está mal, quando tudo desaba, quando o assunto acaba, quando fica difícil tirar um sorriso. A verdadeira prova de amor está quando, mesmo depois de tantas pedras, duas pessoas conseguem dar as mãos e dizer, obrigado por estar ao meu lado, quando na verdade… Nem eu me suportaria.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Muitos são os amigos que vêm, mas poucos são os que ficam.


Porque ser amigo é mais que uma companhia: é ser companheiro.


Ser amigo é mais que abraçar. É passar num abraço todo o amor e carinho. Não é estar presente em todos os momentos, mas fazer-se presente quando necessário. É mais do que ser otimista. É ser convincente. É mais que sair para curtir nos fins de semana, é estar presente tanto nos momentos tristes quanto nos felizes. Ser amigo é mais que olhar junto na mesma direção. É olhar um para o outro e ver todos os defeitos e as qualidades, é amar os amigos pelos defeitos e as qualidades.
É se preocupar com o outro e não se importar em ouvir quando está pronto para sair ou quer ficar sozinho: "Vem aqui por favor, estou precisando de você." E ir mesmo com vontade de ficar, sem se arrepender disso. É ser a esperança de alguém, ser a luz, ser guia, o protetor de alguém, ser amor;
Para ser amigo tem que saber se doar e sentir a felicidade do reconhecimento do amigo, a felicidade do olhar terno e tímido, do abraço forte e agradecido. É sentir-se amado por amar e ser feliz com o amor de alguém.

É começar ajudando e terminar sendo ajudado, porque amizade é uma troca.
Aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação... Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista... "
A todos os meus amigos com muito carinho!
Thamires França